Resumo curto:

Você sabia que o vinho tem origens mitológicas tanto na cultura romana quanto na grega? Conheça as histórias de Baco e Dionísio — e a simbologia por trás do néctar dos deuses.


A lenda de Baco – o vinho e os ossos do destino (mitologia romana)

Na mitologia romana, o vinho foi revelado ao mundo por Baco, o deus das festas, da fertilidade e do êxtase.

Durante uma de suas viagens, Baco encontrou uma planta diferente e misteriosa. Curioso, levou-a consigo e a plantou num osso oco de ave — e ali ela cresceu delicadamente. Depois, buscou um local mais forte e encontrou um osso de leão, onde a planta prosperou com vigor. Quase em casa, achou um osso de burro e ali, enfim, a planta se transformou em uma videira.

Moral do mito:

Ao beber moderadamente, cantamos como os pássaros.
Ao beber um pouco mais, tornamo-nos leões valentes.
Ao exagerar, viramos burros — tolos e descontrolados.

Uma narrativa simples, mas profundamente simbólica, que resume o espírito romano: prazer, intensidade e medida.


O lamento de Dionísio – amor, tragédia e a origem da videira (mitologia grega)

Na Grécia, o vinho é criação de Dionísio, filho de Zeus. Jovem e apaixonado, Dionísio tinha um amante chamado Ampelos, cuja beleza despertava inveja até entre os deuses.

Dionísio previu que Ampelos morreria se provocasse touros — e o alertou. Mas Ampelos, vaidoso, ignorou o aviso. Montou um touro feroz e, em um ato de arrogância, desafiou a deusa Selene (a Lua).

Ofendida, Selene enviou insetos para atormentar o animal, que enlouqueceu. O touro lançou Ampelos ao chão, matando-o brutalmente.

Pela primeira e única vez, Dionísio chorou. Sensibilizada, a deusa do destino Átropo, uma das Moiras, transformou o corpo do jovem em videira, e de seu sangue nasceu o vinho.

Curiosidade:

O nome “ampelografia” (a ciência das videiras) vem de Ampelos.


Conclusão: vinho, emoção e transformação

Essas duas mitologias revelam que o vinho sempre foi mais do que uma bebida: é símbolo de prazer, amor, luto, celebração e transcendência. Um elo entre o humano e o divino.